Em boa hora o Conselho Pastoral decidiu fazer um levantamento dos serviços que temos na Unidade Pastoral e de quantas pessoas neles trabalham diretamente. Não, não temos só catequese, coros, Vicentinos, percursos Alpha, conselhos económicos, Irmandade de S. José, Centro Social… Também temos grupos de zeladores e arranjos florais (para as celebrações litúrgicas serem mais bonitas), Ateliê do Tempo e do Saber, Adoradores, equipas do acolhimento, equipa da comunidade brasileira, salas de estudo, Células paroquiais de evangelização e até seis grupos para a gente mais nova.
Pelo meio, ficam mais 4 dezenas de serviços, pois, no total, temos 64. Registámos 1194 pessoas a pôr em funcionamento esta engrenagem. Se considerarmos que, em média, cada pessoa trabalha em 3 serviços, teremos cerca de 400 cristãos ativamente integrados na nossa Comunidade. Parece um número considerável – e é. Mas se atendermos às muitas pessoas que residem no território de S. José e de S. João Batista (e aqui à volta), estas muitas pessoas a dividir por 64 daria, certamente, muito mais pessoas a trabalhar nesta grande messe…
Nesta messe “especial” há sempre lugar para todos os que desejam trabalhar. Seguramente, ninguém fica no desemprego. E mais: podem criar-se novos “empregos” à medida de cada um. Alguém sugeriu aos párocos pôr em andamento um “Percurso da Gratidão”, e ele aí está a andar… Outro alguém propôs um “Teatro terapêutico”, e os atores não faltam… Uns jovens pensaram numa banda para “animar a malta”, e eis que vingam os Symbiose… Umas “Mães que oram pelos seus filhos”; sugeriram trazer para a comunidade este movimento, e lá estão elas todas as quartas-feiras a rezar no final da Missa das 19 horas de S. José, juntamente com outras pessoas que, entretanto, aderiram.
O Plano Pastoral pretende que, a este nível, daqui a 4 anos tenhamos, pelo menos, mais 10% de pessoas a trabalhar. Ou seja, passemos para uns 450 “militantes”. Pelo menos! Claro que vai ser possível ultrapassar esta meta. Caro leitor, se ainda está “desempregado”, não hesite, ofereça-se. Não, não precisa de “acumular”… Pode ficar somente com um “tacho”… Bastará dirigir-se à secretaria, falar com os párocos ou falar diretamente com algum responsável… Ah, é verdade! Parece que, segundo o dono da seara, “todo aquele que tiver deixado casas, irmãos, irmãs, pai, mãe, filhos ou terras por causa do meu nome, receberá cem vezes mais e terá como herança a vida eterna” (Mt 19, 29). Nada mau…
Jorge Cotovio
Secretário do Conselho Pastoral




