O atual Plano Pastoral quer ser uma resposta à insatisfação, partilhada por muitos, com a insuficiente comunhão entre os grupos e entre as paróquias da nossa Unidade Pastoral. A falta de coesão entre os grupos é um entrave a ultrapassar para a construção de uma comunidade coesa e que testemunhe de forma mais viva e autêntica a riqueza da nossa fé.
O diagnóstico efetuado aponta também para a necessidade de conseguir responder à insuficiente participação de muitos na vida comunitária; à importância de renovar a liderança em alguns grupos e serviços; à escassez de espaços para atividades e convívio; à dificuldade em comprometer muitos paroquianos com as necessidades económicas da UP; e ainda à insuficiência da resposta da nossa comunidade ao número cada vez maior de pobres e carenciados que recorrem à nossa ajuda.
Em resposta a tais desafios, o Plano Pastoral desafia-nos a construir uma comunidade dinamizadora, inclusiva, acolhedora e solidária, com capacidade para acolher e para ir ao encontro das periferias, começando pelos que procuram a UP, em especial por necessidade. Este objetivo implica o reforço do compromisso de toda a comunidade com os vários grupos sócio caritativos da UP, com o aumento do número de voluntários envolvidos neste trabalho e com o reforço dos meios empenhados para o apoio aos mais carenciados e idosos, mas também aos que precisam de quem os escute, ou, simplesmente, que passam por atividades ou celebrações nas nossas paróquias sem que com eles consigamos estabelecer um vínculo relevante.
Uma comunidade que seja também mais coesa, com maior união entre as duas paróquias e maior integração entre os grupos que já existem. Para tal, é crucial o reforço da comunicação e a criação de condições para que todos se sintam em casa e com espaço para servirem e colocarem a render os respetivos dons, como numa grande família em caminhada sinodal.
Uma comunidade que viva também em festa e apostada em fomentar o encontro e o convívio. A criação do Dia da Unidade Pastoral é uma das iniciativas propostas para este fim, para além de outras atividades para reforçar a proximidade entre os vários grupos da UP, como, por exemplo, a organização de “Open Days” que permitam que todos conheçam melhor o trabalho feito por cada grupo.
Finalmente, a simplicidade deve ser a chave de funcionamento de uma comunidade que se quer organizada, mas não presa ao imobilismo das lógicas administrativas. Uma comunidade que se projeta para o futuro e que quer ter a capacidade de encarar a necessidade de uma mudança cultural, de abertura de horizontes e de acompanhar o passo dos jovens.
Pergunta para reflexão: Ao ler isto, acho que há alguma coisa que posso fazer para ajudar a comunidade a ser mais Luz na cidade? A comunidade precisa de ti, da tua presença, do teu serviço, do teu compromisso. É juntos que podemos ser Luz na cidade.




