Formação em Escuta Empática

e há muito que a nossa Unidade Pastoral sente a necessidade de transformar as nossas comunidades paroquiais e os serviços que prestam em lugares de verdadeiro acolhimento, aceitação incondicional e integração, sendo a Escuta Empática a atitude fundamental a cultivar nos que exercem tal ministério – o de acolher.

Neste sentido, foi ministrada formação aos diferentes agentes pastorais: equipas de acolhimento, catequistas, equipas Alpha, líderes de células, colaboradores das secretarias paroquiais, clérigos, pessoas que acompanham os mais desfavorecidos e todos os que desejem crescer na arte de saber escutar para acolher.

A formação decorreu entre 29 de junho e 2 de julho e contou com a colaboração de formadores especialistas em Escuta Empática e com larga experiência na arte de acolher. Foram o Pe. Fernando Sampaio e as Drªs Patrícia Alves Pereira e Sandra Chaves Costa que, ao longo de três encontros, expuseram, de forma intensiva, os conceitos básicos a ter em conta, as atitudes fundamentais a interiorizar e as diretrizes a seguir por quem se dedica a este ministério eclesial que constitui a porta de entrada para a vida e crescimento das comunidades cristãs.

Participaram cerca de 60 elementos dos diferentes serviços e ministérios, que revelaram grande interesse e manifestaram o desejo de ir mais além no conhecimento e prática de tão necessária e urgente formação. Para complementar o serviço do acolhimento, a nossa Unidade Pastoral pretende criar um gabinete ou sala de escuta empática, constituído por profissionais e voluntários que se disponibilizem para oferecer recursos para que as pessoas, em situação de crise ou vulnerabilidade psicológica ou espiritual, possam ultrapassar tais situações e encontrarem um caminho de crescimento pessoal e de realização interior.

Enfim, que encontrem alguém em quem possam confiar as suas angústias e tristezas, medos e dramas, raivas e dores. Alguém que as escute e compreenda e as aceite incondicionalmente, sem julgamentos ou preconceitos, que participe no sofrimento que experimentam, que seja capaz de se colocar no seu lugar, que ajude a ultrapassar as dificuldades, procurando alternativas para sair do “encalhamento” em que se encontram e descobrir um sentido para a vida. Já não partimos do zero, pois já alguma coisa se tem feito com bons frutos neste domínio, mas desejamos mais.

Precisamos da colaboração de todos para que as nossas comunidades e templos se tornem espaços de escuta, de compreensão empática, de aceitação incondicional positiva, enfim, de verdadeiro acolhimento.

Diácono Albano Rosário

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