O plano pastoral da UP, que conduz a nossa ação prioritária até 2033, tem como frase chave: «Unidade pastoral uma comunidade de pequenos grupos de discípulos-missionários.» Estamos convictos de que na medida em que a Unidade Pastoral se torna uma igreja em pequenos grupos (que podem ser células ou outros, embora a nossa proposta sejam as células), ela crescerá na vida espiritual, na evangelização e em todos os frutos de vida cristã. E esta não é apenas uma convicção nossa, mas a orientação pastoral da Igreja, pelo menos desde o Documento de Aparecida no Brasil, seguido pelo magistério do Papa Francisco e agora do Papa Leão XIV. Há pouco mais de uma semana disse o Papa numa visita pastoral à Diocese de Pavia, em Itália, e cito apena sum parágrafo: «Merece particular atenção o empenho de tornar orgânicas as redes de pequenas comunidades que se reúnem nas casas à volta do evangelho, abertas ao serviço da comunidade paroquial ou pastoral.»
O Papa lembra-nos que as primeiras comunidades cristãs não cresceram principalmente graças a grandes estruturas, mas porque os crentes se reuniam nas casas, escutando a Palavra, oravam juntos e viviam uma autêntica fraternidade. Esse modelo, inspirado nas comunidades descritas nos Atos dos Apóstolos, continua a ser muito válido hoje. Diria mais, é o que precisamos hoje.
Expliquemos melhor o parágrafo citado: «O empenho de tornar orgânicas as redes de pequenas comunidades», o que quer dizer? Quer dizer que os pequenos grupos não existem de forma isolada, mas ligados entre si. Devem ter relações estáveis e vivas, devem estar integrados na vida da paróquia ou da Diocese e não como grupos independentes. Isto é, crescem como partes do mesmo corpo.
A palavra “orgânicas” evoca precisamente um organismo: um corpo cujos membros são diferentes, mas interdependentes. Esta linguagem tem raízes em documentos como Lumen Gentium, Christifideles Laici e Evangelii Gaudium, onde a Igreja é apresentada como um corpo vivo, uma comunhão de comunidades e uma realidade em que os diversos grupos existem em relação mútua e ao serviço da missão comum. Ora, o próprio termo célula já indica isso mesmo. A célula é viva e tem vida, mas só trabalhando juntas, organicamente, fazem crescer o corpo eclesial.
Neste sentido, o encontro de todas as células em dia de convívio, no final do ano, foi refrescante e vivificante. Embora não tenham estado todos, pois isso é sempre difícil coma s agendas pessoais, estiveram mais de oitenta membros que viveram um dia de partilha e de alegria. Ouvimos vários dizerem na apresentação de cada célula: “A coisa que melhor me aconteceu foi ter entrado numa célula e caminhar com outros, formando-me como discípulo de Cristo”.
Já ficou marcado o próximo encontro geral de todas as células para o próximo ano a 26 de junho. E o Fórum de um fim de semana a 20 e 21 de fevereiro.




