Portugal tem sido, nos últimos tempos, duramente atingido por fenómenos climatológicos extremos que deixaram um rasto de destruição, insegurança e sofrimento humano. Chuvas intensas, ventos fortes, cheias repentinas e deslizamentos de terras têm afetado várias regiões do país, atingindo especialmente populações mais vulneráveis, com casas danificadas, infraestruturas comprometidas e famílias privadas de bens essenciais.
Na Zona Sul da Diocese de Coimbra, muitas comunidades encontram-se atualmente a viver uma realidade de emergência. Para dezenas de famílias, o quotidiano foi subitamente interrompido: telhados destruídos, terrenos alagados, bens perdidos e dificuldades no acesso a alimentos, água potável e condições básicas de higiene. Em muitos casos, o que levou anos a construir foi arruinado em poucas horas.
Perante esta situação, a Igreja, através da Zona Sul da Diocese de Coimbra, lança um apelo claro e urgente à solidariedade de todos.
Uma resposta que nasce da esperança
A campanha “Ajude” não é apenas um pedido de donativos — é um convite a agir, a estender a mão a quem mais precisa. Como simbolizado pelas mãos na imagem, trata-se de um gesto simples mas profundamente humano: ajudar o outro a levantar-se quando tudo parece perdido.
As necessidades mais urgentes incluem:
- Materiais de construção
- Cordas
- Telhas
- Lonas e mangas plásticas
- Bens alimentares não perecíveis
- Produtos de higiene
- Sumos individuais
- Bolachas individuais
- Barritas de cereais
Estes materiais são fundamentais para permitir reparações provisórias, garantir abrigo contra novas intempéries e assegurar o mínimo de dignidade e segurança às famílias afetadas.
Onde e quando entregar
As doações podem ser entregues no:
Seminário Maior de Coimbra
Segunda-feira, 9 de Fevereiro, entre as 18h e as 19h
Aceita-se também apoio com carrinhas para transportar os materiais de trabalho para a zona afetada após as 19h.
Porque esta ajuda é tão importante
Os fenómenos extremos que Portugal tem vivido não são apenas eventos isolados — são sinais claros de uma mudança climática que aumenta a frequência e a intensidade de tempestades, inundações e períodos de instabilidade atmosférica. Estas ocorrências atingem sobretudo quem tem menos recursos para se proteger, reconstruir ou recomeçar.
Para muitas famílias, a ajuda que agora chega pode significar:
- Um telhado que volta a proteger da chuva
- Uma refeição quente depois de dias de incerteza
- Um gesto de humanidade que devolve esperança
Uma comunidade que não abandona
Esta iniciativa, promovida pelo Arciprestado de Coimbra Urbana, mostra que, mesmo em tempos difíceis, a solidariedade continua a ser uma das maiores forças da nossa sociedade.
A tragédia pode ter deixado marcas profundas, mas a resposta coletiva pode ser ainda mais forte.
Hoje, cada telha doada, cada pacote de alimentos, cada gesto de apoio é uma forma de dizer às vítimas:
“Não estão sozinhas.”
Ajudar é mais do que dar — é reconstruir vidas, restaurar dignidade e reacender a esperança.




