Folha Paroquial 23.11.2025 — Domingo XXXIV Do Tempo Comum — Ano C

Domingo XXXIV Do Tempo Comum
Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo — Solenidade


Missa

Antífona de entrada Ap 5, 12; 1, 6
O Cordeiro que foi imolado é digno de receber o poder e a riqueza, a sabedoria, a honra e o louvor. Glória ao Senhor pelos séculos dos séculos.

Diz-se o Glória.

Oração coleta
Deus todo-poderoso e eterno, que no vosso amado Filho, Rei do universo, quisestes instaurar todas as coisas, concedei propício que todas as criaturas, libertas da escravidão, sirvam a vossa majestade e Vos glorifiquem eternamente. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.


LEITURA I 2Sm 5, 1-3

«Ungiram David como rei de Israel»

O rei David, antepassado de Jesus, é uma figura de Cristo, Pastor e Rei. A leitura refere-se à unção de David como rei de Israel. David fez a união de todas as tribos do povo do Antigo Testamento, e recebeu a promessa de que da sua descendência nasceria o Messias, o enviado de Deus. De facto, Jesus, descendente de David, é o verdadeiro Ungido de Deus, como indica o nome de “Cristo”, e é Ele o verdadeiro unificador e pastor, não só das tribos de Israel, mas de todos os homens, por quem Ele deu o Sangue na Cruz, “para trazer à unidade os filhos de Deus que andavam dispersos”. (Jo 11, 5-2).

Leitura do Segundo Livro de Samuel

Naqueles dias, todas as tribos de Israel foram ter com David a Hebron e disseram-lhe: «Nós somos dos teus ossos e da tua carne. Já antes, quando Saul era o nosso rei, eras tu quem dirigia as entradas e saídas de Israel. E o Senhor disse-te: ‘Tu apascentarás o meu povo de Israel, tu serás rei de Israel’». Todos os anciãos de Israel foram à presença do rei, a Hebron. O rei David concluiu com eles uma aliança diante do Senhor e eles ungiram David como rei de Israel.
Palavra do Senhor.


SALMO RESPONSORIAL Salmo 121 (122), 1-2.4-5 (R. cf. 1)

Refrão: Vamos com alegria para a casa do Senhor. Repete-se

Alegrei-me quando me disseram:
«Vamos para a casa do Senhor».
Detiveram-se os nossos passos
às tuas portas, Jerusalém. Refrão

Jerusalém, cidade bem edificada,
que forma tão belo conjunto!
Para lá sobem as tribos,
as tribos do Senhor. Refrão

Para celebrar o nome do Senhor,
segundo o costume de Israel;
ali estão os tribunais da justiça,
os tribunais da casa de David. Refrão


LEITURA II Col 1, 12-20

«Transferiu-nos para o reino do seu Filho muito amado»

Esta leitura é um verdadeiro hino, possivelmente um cântico da Igreja primitiva, incluído por S. Paulo nesta carta, em honra de Jesus Cristo, conforme a fé com que o povo de Deus sempre O soube contemplar: o “Primogénito de toda a criatura” e o “Primogénito de entre os mortos”, “Cabeça da Igreja, que é o seu Corpo”, vértice e plenitude de todo o Universo.


Leitura da Epístola do apóstolo São Paulo aos Colossenses

Irmãos: Damos graças a Deus Pai, que nos fez dignos de tomar parte na herança dos santos, na luz divina. Ele nos libertou do poder das trevas e nos transferiu para o reino do seu Filho muito amado, no qual temos a redenção, o perdão dos pecados. Cristo é a imagem de Deus invisível, o Primogénito de toda a criatura; Porque n’Ele foram criadas todas as coisas no céu e na terra, visíveis e invisíveis, Tronos e Dominações, Principados e Potestades: por Ele e para Ele tudo foi criado. Ele é anterior a todas as coisas e n’Ele tudo subsiste. Ele é a cabeça da Igreja, que é o seu corpo. Ele é o Princípio, o Primogénito de entre os mortos; em tudo Ele tem o primeiro lugar. Aprouve a Deus que n’Ele residisse toda a plenitude e por Ele fossem reconciliadas consigo todas as coisas, estabelecendo a paz, pelo sangue da sua cruz, com todas as criaturas na terra e nos céus.
Palavra do Senhor.


ALELUIA Mc 11, 9.10
Refrão: Aleluia. Repete-se
Bendito O que vem em nome do Senhor!
Bendito o reino do nosso pai David! Refrão


EVANGELHO Lc 23, 35-43

«Lembra-Te de mim, Senhor, quando vieres com a tua realeza»

A fé na realeza de Jesus é a que nós confessamos quando chamamos a Jesus Cristo, nosso “Senhor”. Esta “Senhoria” ou realeza de Jesus, reconheceu-a o bom ladrão no meio dos sofrimentos da Cruz, revelou-se claramente na glória da Ressurreição, e esperamo-la nós quando ela se manifestar a todos os homens na última vinda do Senhor, que este Domingo simbolicamente antecipa para alimento da nossa fé e da nossa esperança.

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas

Naquele tempo, os chefes dos judeus zombavam de Jesus, dizendo: «Salvou os outros: salve-Se a Si mesmo, se é o Messias de Deus, o Eleito». Também os soldados troçavam d’Ele; aproximando-se para Lhe oferecerem vinagre, diziam: «Se és o Rei dos judeus, salva-Te a Ti mesmo». Por cima d’Ele havia um letreiro: «Este é o Rei dos judeus». Entretanto, um dos malfeitores que tinham sido crucificados insultava-O, dizendo: «Não és Tu o Messias? Salva-Te a Ti mesmo e a nós também». Mas o outro, tomando a palavra, repreendeu-o: «Não temes a Deus, tu que sofres o mesmo suplício? Quanto a nós, fez-se justiça, pois recebemos o castigo das nossas más ações. Mas Ele nada praticou de condenável». E acrescentou: «Jesus, lembra-Te de Mim, quando vieres com a tua realeza». Jesus respondeu-lhe: «Em verdade te digo: Hoje estarás comigo no Paraíso».
Palavra da salvação.

Meditação da Palavra de Deus: Reflexão

A apresentação da mensagem cristã está cheia de paradoxos a mostrar que os caminhos de Deus não são os nossos e que os seus pensamentos estão muito distantes dos nossos. Temos de usar muitas vezes as nossas experiências humanas e a nossa linguagem para falar de Deus, por analogia, mas temos de pensar que essa linguagem é quase sempre muito pobre e incorreta mesmo que seja a melhor que temos. Esta festa é um desses paradoxos de linguagem. Para afirmarmos que Jesus é Rei, a Igreja apresenta-nos a figura de um condenado na cruz ao lado de dois malfeitores. Por cima da sua cabeça, havia um letreiro que afirmava: “Este é o rei dos judeus”.

Noutro passo do seu processo de julgamento, Pilatos pergunta-lhe: «Logo, tu és rei?» Jesus responde: «Sim sou rei, mas o meu reino não é deste mundo». A mensagem central da Boa Nova que Jesus pregou foi o Reino e Deus e neste reino entram os que aceitam a soberania de Deus e se deixam governar por Ele. Jesus é rei dos que aceitam a sua mensagem de uma forma vital, isto é, fazem dela a orientação fundamental da sua vida vivendo à maneira de Jesus.

Esses, onde quer que vivam, levantarão muitas interrogações e até poderão ser perseguidos por não viverem a partir do status quo, como aconteceu a Jesus e a tantos dos seus seguidores. A Lei fundamental deste Reino, que Jesus inaugurou, são as Bem-aventuranças. Felizes os pobres de coração, felizes os humildes, felizes os mansos, felizes os misericordiosos, felizes os que choram, felizes os construtores da paz, felizes os que são perseguidos por causa da justiça e da verdade. A todos estes pertence o reino de Deus.

Jesus disse um dia aos seus discípulos que falavam, entre eles, sobre qual deles seria o maior. «Olhai e escutai com atenção: “Os reis das nações imperam sobre elas e os que nelas exercem a autoridade são chamados benfeitores. Não deve ser assim entre vós; o que for maior entre vós seja como o menor, e aquele que mandar, seja o primeiro a servir. (…) eu estou no meio de vós como Aquele que serve”». Jesus é Rei porque foi o primeiro servo da humanidade, aquele que mais amou servindo. E todos os que querem reinar com Ele no amor devem aprender com Ele o serviço.

Este dia costuma ser na tradição da Igreja o dia dos grupos pastorais que servem os seus irmãos. Quem olha de fora para a nossa Unidade Pastoral dá-se conta de que existe uma multidão de pessoas a servir as comunidades, e é verdade, mas sabem uma coisa? Sentimos uma enorme falta de servidores. Falta gente para quase tudo! Somos como um clube de futebol, onde há 22 jogadores que se esgotam no estádio até cair de cansados e uma multidão que está sentada nas bancadas e que nada faz, senão comentar o jogo… dos outros.

Às vezes alguns, por falta de servos, têm de estar em vários serviços ao mesmo tempo e não é o melhor para ninguém. A verdadeira grandeza no Reino de Deus não vem da autoexaltação, (eu sou o maior, o mais importante), mas sim da humildade e da capacidade de servir, sendo o menor e mais humilde o maior. É este o paradoxo do reino de Deus que somos chamados a viver.


Diz-se o Credo.


Oração sobre as oblatas Aceitai, Senhor, este sacrifício da reconciliação humana e, pelos méritos de Cristo vosso Filho, concedei a todos os povos o dom da unidade e da paz. Ele que vive e reina pelos séculos dos séculos.


Prefácio Cristo Rei do universo
V. O Senhor esteja convosco.
R. Ele está no meio de nós.
V. Corações ao alto.
R. O nosso coração está em Deus.
V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.
R. É nosso dever, é nossa salvação.


Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente, é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação dar-Vos graças, sempre e em toda a parte: Com o óleo da alegria consagrastes Sacerdote eterno e Rei do universo o vosso Filho, nosso Senhor Jesus Cristo, para que, oferecendo-Se no altar da cruz, como vítima de paz, consumasse o mistério da redenção humana e, submetendo ao seu poder todas as criaturas, oferecesse à vossa infinita majestade um reino eterno e universal: reino de verdade e de vida, reino de santidade e de graça, reino de justiça, de amor e de paz. Por isso, com os anjos e os arcanjos, os tronos e as dominações e todos os coros celestes, proclamamos a vossa glória, dizendo (cantando) numa só voz: Santo, Santo, Santo.


Antífona da comunhão Sl 28, 10-11
O Senhor está sentado como Rei eterno; O Senhor abençoará o seu povo na paz.

Oração depois da comunhão
Senhor, que nos alimentastes com o pão da imortalidade, fazei que, obedecendo com santa alegria aos mandamentos de Cristo, Rei do universo, mereçamos viver para sempre com Ele no reino celeste. Ele que vive e reina pelos séculos dos séculos.

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